E se…

A todo momento, alguém, em algum lugar do mundo, começa um pensamento com a pergunta: “e se…?” Iniciando, dessa forma, uma projeção que, apesar de ser compartilhada por todos é, também, muito particular. Sonhamos os mesmos sonhos, mas cada uma à sua maneira.

Ah, se eu… você pode completar essa frase de mil maneiras diferentes mas, independente do objeto desejado, uma coisa é certa: sua história será alterada, mesmo que por alguns instantes e apenas em pensamento. É neste momento que criamos um mundo paralelo, onde podemos ser quem ou o que quisermos, sem dificuldades, culpas ou receios.

Mas, por que será que fazemos uso deste artifício com tanta frequência? Milhares de respostas podem ser dadas, mas acredito que, assim como viver o cotidiano é inevitável, projetar-se para uma realidade distante da qual estamos acostumados, também é. O que nos dá um alento necessário para aliviar a tensão que é viver no implacável mundo real.

Na maioria das vezes, desejamos ser bem diferentes da nossa versão original, o que faz todo sentido. E se eu ficasse rico? Ah, se fosse comigo… E se fosse com você? Se eu ainda estivesse casado… Cada uma dessas possibilidades abre espaço para inúmeras respostas abstratas que serão guiadas por sua imaginação à lugares surpreendentes e inesperados.

Quando desejamos, por exemplo, ganhar na loteria, disparamos um gatilho que nos arremessa em direção a um mundo de felicidade absoluta e idealizada, onde teremos o que quisermos, viajaremos para os melhores destinos e faremos parte de um olimpo onde tudo reluz, onde tudo é perfeito.

Sabemos que tudo não passou de um sonho mas, quando um pensamento encantado acaba e a realidade volta a se iluminar, ainda restam suspiros efêmeros e sorrisos abobalhados como provas da nossa tremenda capacidade de buscar a felicidade, usando apenas a imaginação.

Esses pensamentos encantados também são responsáveis por transformar nossos sonhos profissionais. Quem nunca olhou para trás e pensou que talvez fosse melhor ter escolhido artes ao invés de engenharia ou que a comunicação hoje, faz muito mais sentido que a biologia? Ninguém precisa chutar seus baldes ou mudar de rota bruscamente se não quiser, mas não se pode negar que imaginar como teria sido viver em ambientes diferentes do seu, com pessoas e histórias inusitadas é, no mínimo, intrigante.

Projeções sonhadoras também nos permitem segundas chances. Quando pensamos “se fosse hoje, teria sido diferente” ou “ah, se fosse comigo…”, é porque gostaríamos de mudar o final de alguma estória. Mas, será que realmente mudaríamos de atitude? Talvez sim, talvez não. Não há como saber, mas esse exercício mental provoca reflexões que podem, no futuro, mudar a forma como percebemos a realidade em que vivemos.

E os amores? Estes certamente ocupam um precioso tempo em nossos pensamentos. Gastamos bastante energia imaginando como teria sido se tivéssemos escolhido o amor B ao invés do A. Se seria mais feliz solteiro ou se tivesse casado, como seria? Essas projeções, diferente das demais, podem trazer saudades, boas lembranças, alguns arrependimentos ou até certezas de que escolhas certas foram feitas. Mas, estamos falando de amor, certo? E amor que não vem acompanhado de um turbilhão de emoções, não é de verdade, nem na imaginação.

Sempre que pensamos em situações como se fossem sonhos, nos enxergamos por ângulos diferentes, como se observássemos outras pessoas. É desta forma que a nossa imaginação manda recados para a nossa versão real. Todas as vezes que sonhamos acordados, recebemos mensagens deliciosas que dizem que podemos ir para onde quisermos e voltar, se preciso for. Que podemos ser todos aqueles que desejamos ser, desde que jamais se perca a capacidade de sonhar e seguir em frente.

Surpresas da vida

A maioria de nós está sempre pronta para programar tudo, desde um cineminha durante a semana, até um casamento com anos de antecedência. Mesmo aqueles que não se consideram organizados neste sentido, também estão programados para programar.

Apesar do esforço feito para seguir o nosso roteiro, por vezes engessado, desejamos quase em sigilo, que algo novo apareça repentinamente e mude os rumos daquilo que traçamos previamente. Queremos muitas vezes que o inesperado, de fato, traga uma surpresa. Não importa o tamanho ou o momento, se ela for capaz de mudar a nossa rotina, mesmo que de forma discreta, será bem-vinda.

Porém, ser surpreendido não é uma tarefa fácil e, para muitos, fugir de uma agenda pré-determinada é quase um pesadelo. Não é à toa que as surpresas serão sempre classificadas como agradáveis para alguns e bem desagradáveis para outros tantos. Mas, gostando ou não, é impossível negar que ficar surpreso pode nos proporcionar uma mudança de perspectiva bem interessante.

Surpresas, invariavelmente, vêm sempre acompanhadas por outras sensações e sentimentos, que formam um inusitado jogo de cena em que, de um lado, a ansiedade domina o autor da ação e do outro, o imprevisível comanda todo o resto. Talvez seja este salto no escuro que torne o surpreendente tão instigante.

Mas, surpresas nem sempre estão relacionadas a novidade. Somos capazes de viver por anos ao lado de pessoas, formar opiniões rígidas sobre sua forma de ser e agir, sem sequer nos permitir conhecê-las de verdade. Porém, quando baixamos a guarda e deixamos o acaso agir, podemos ser recompensados com gratas surpresas que sempre estiveram próximas, esperando apenas um sorriso acolhedor para se mostrar.

Seja em família, no trabalho ou entre vizinhos e amigos, teremos sempre aqueles que se mostram mais próximos, disponíveis e abertos e, por isso, serão os escolhidos para formar laços mais justos e relações mais estreitas. Por conta disso, acabamos deixando muitas pessoas à margem do nosso círculo de confiança e isso não segue um planejamento, simplesmente acontece.

E é justamente nesses limites, onde mora a surpresa. É ela que, de forma bem silenciosa, resolve ligar pontos, restabelecendo vínculos antigos ou simplesmente criando novas conexões de onde menos esperamos. E, literalmente, nos pega de surpresa, deixando a maioria de nós com aquela cara de bobo e o leve desconforto de quem não sabe o que fazer quando perde as rédeas da situação. E isso, quase sempre, nos coloca sob os holofotes e nos obriga a enxergar pessoas e situações sob uma ótica diferente. Tarefa fácil para alguns e terrível para outros.

Poucas coisas substituem a euforia provocada por um gesto ou notícia fora de hora. Encontrar um semi-desconhecido de longa data em uma fila demorada permite que, com calma, seja possível conhecer sua história, seus desejos e particularidades e que, ao final desse encontro, brote um sorriso em seus lábios e você pense em como, depois de tanto tempo, nunca percebeu o quanto aquela pessoa era legal. Ou ainda, como aquele irmão chato, que te irritou por décadas, pode, num estalar de dedos, mostrar uma face que a sua miopia não foi capaz de enxergar e se transformar em alguém que merece toda a sua admiração. Deliciosas surpresas que a vida nos dá, sem sombra de dúvida.

De todo modo, a surpresa estará sempre acompanhada de alguma coisa que nos move. A felicidade de um sim, a ansiedade por um aceite que demorou muito para acontecer ou a dor em descobrir algo que nos fará sofrer. Seja qual for o resultado, jamais deixaremos de desejar que aquele algo a mais apareça sem avisar e bagunce a nossa monótona programação diária. Deixando claro que, apesar de todos os nossos planos, é na surpresa que a vida se revela.

A curiosa era dos 140 caracteres

Vivemos em uma época onde praticamente tudo deve ser pensado, explicado, discutido e concluído em poucas linhas, poucos parágrafos, textos curtos e, para citar o famoso passarinho azul, melhor ainda que tudo se encaixe em 140 caracteres.

Os textos modernos são como pílulas. Informações em dose única que tem a dificílima tarefa de prender a nobre atenção de criaturas capazes de executar pelo menos cinco tarefas diferentes e simultâneas. Esse furor não permite fixar o olhar em nenhuma matéria ou artigo por mais de dois segundos, ainda mais se for considerado um textão… mesmo que tenha apenas uma página.

Por que falar sobre isso, se todo mundo está cada vez mais feliz e adaptado a esse modelo de expressão onde o menos é mais? Para que perder tempo lendo ou escrevendo “longos” textos se a idéia principal pode ser transmitida em palavras abreviadas, que praticamente estabelecem um novo idioma próprio do mundo virtual? Talvez seja melhor se acostumar…

O que se vê é um mundo de personalidades virtuais cheias de teorias e opiniões sempre carregadas de verdades absolutas. Mas que gente sábia é essa, capaz de saber tanto sobre tantas coisas? Onde nascem tantas informações? E as fontes? Será que alguém verifica de onde veio a bola antes de repassá-la? As perguntas são muitas, mas nem sempre vêm acompanhadas de respostas… Independente do que é dito, ter algo a dizer sobre tudo oferece uma certa visibilidade ao interlocutor, mesmo que, na maioria das vezes, suas ideias originais não sejam nada autênticas.

Falar. Ser lido. Visualizado. Comentado. Curtido. Parece que é isso o que importa. Dizer qualquer coisa, seja legal ou não, ofensiva ou não, é fácil, muito fácil quando se está protegido pelo confortável anonimato do mundo virtual. Para que discutir um assunto quando é possível se tornar o senhor da razão e da verdade, decretando àqueles que discordarem ou rebaterem a sua opinião, o bloqueio sumário, sem direito a apelação. Tempos democráticos… #sqn!

Viva o direito de expressão! Afinal, um número assustador de pessoas pode ser visto/ouvido/lido através de diferentes tipos de mídia, em qualquer lugar do planeta como nunca foi possível antes. E, por conta dessa explosão dos portões da comunicação digital, onde todos podem dizer o que pensam, um fato chama muita atenção. Nos tornamos juízes implacáveis da vida alheia, capazes de  apontar os erros de quem quer que seja, mesmo que esses erros sejam, quase sempre, compartilhados por nós em modo privado…

Quantas pessoas no mundo real são pacatas, gente boa, amigas dos amigos que, ao se transportarem para o universo virtual, transformam-se em seus alter egos bizarros e invertidos? Expressando um comportamento que seria impensável na organização social formal, sujeita a julgamentos e punições. Antes, dizia-se que para conhecer alguém bastava dormir com ela ou conduzi-la ao poder. Acho que podemos atualizar essa afirmativa. Para conhecer alguém, basta dormir com ela, lhe dar poder e permitir acesso irrestrito as redes sociais.

Estamos em um momento curioso onde a vontade de falar sem pensar, parece mais importante e inclusiva que elaborar, explicar e concluir um ideia própria e relevante. Ler o imenso número de manchetes de jornais e revistas e ouvir as chamadas de telejornais tornou mais fácil deglutir a informação. Isso provocou um efeito adverso estranho onde, ler longos textos sem figuras a partir da página dois, tornou-se uma grande perda de tempo para alguns. Para alguns…

É a informação líquida, difícil de reter por maior que seja a sua quantidade. É como verter líquido sobre uma esponja. Não importa se é um copo ou uma caixa d’água. No fim, o volume retido é pequeno, disperso e sem conexão.

O fato é que nunca tivemos tanto acesso a informação como nos tempos atuais. É possível também que essa onipresença virtual nos transforme nos sábios com o maior poder de síntese da história. É esperar para ver…

E, para os que curtem aquele ditado super pop, repetido por celebridades de todos os escalões, que diz que “menos é mais”, é bom ter cuidado. Muitas vezes o menos, não é nada demais.

Dias de folia

Folia. Muitas são as definições relacionadas e essa palavra, mas me chamou a atenção aquela que diz que a folia é uma antiga dança portuguesa, bem animada, acompanhada por cantos e pandeiros e executada por homens vestidos de mulher. Isso ajuda a entender muitas coisas.

Ah, o carnaval! Época esperada por muitos, tolerada por uns e execrada por outros tantos. Independente do seu amor ou ódio pelos dias de folia, é inegável a transformação coletiva observada ao longo destes quatro dias e, não se engane, mesmo que não seja um folião profissional, seus hábitos e certezas sempre mudarão durante as festas de momo.

Mas, se você é um folião inveterado, daqueles que programam com antecedência para onde ir, o que fazer e quais serão as fantasias da vez, este é, sem dúvidas, o melhor momento do ano. É hora de festejar e colocar para fora angústias e frustrações como se o mundo tivesse uma data de validade de apenas quatro dias… Isso pode ser bem perigoso.

Quais serão os motivos que nos levam a reprimir desejos e vontades por tanto tempo? Provavelmente não teremos uma resposta elaborada capaz de atender a essa pergunta, mas seguimos acompanhados de uma certeza: O carnaval vai chegar! E vai trazer as chaves que libertam todas as feras que deixamos adormecidas por meses em nossas caixas de pandora e que, apenas agora, liberamos seu acesso ao mundo, sem maiores restrições, ou quase isso.

Há quem diga que é um período de excessos. Não discordo. Tudo no carnaval é superlativo. Brincamos demais, bebemos demais, amamos repetidas vezes e experimentamos uma felicidade em estado bruto, livre das amarras morais que o cotidiano nos impõe.

Isto significa dizer que estamos livres para explodir toda a irresponsabilidade e inconsequência que mora em nós, durante a folia? Longe disso. Diversão é um ritmo que necessita de parceiros para que a dança seja bem executada e errar o passo, pode, quase sempre, pôr a perder toda a expectativa de felicidade, acalentada por meses a fio. Exageros podem, infelizmente, levar a excessos que destoam do espírito da festa.

Para muitos, o carnaval serve como refúgio silencioso, mas isso não é menos transformador. Mesmo que a escolha seja ficar em casa assistindo aos festejos pela televisão, algum sentimento será despertado pelas imagens que são vistas. A admiração pela beleza das fantasias, a alegria provocada pela irreverência dos foliões ou a vergonha alheia causada pela falta de figurino de alguns. Não importa o que se sente, mas como se sente. Os dias de folia chegam, alteram a nossa rotina e podem nos presentear com prazer e cansaço ou com reflexão e relaxamento, afinal, poucas datas são tão democráticas quanto a festa pagã.

O carnaval estará sempre presente nossas vidas. Para muitos, essa data traz liberdade para ser quem se é de verdade e permite que sejam retiradas as pesadas máscaras que carregam o ano todo, deixando à mostra suas alegorias reais, sem adereços. É por isso que, para muitas pessoas, as fantasias escolhidas para o carnaval são, de fato, as suas verdadeiras personas.

O carnaval existe para ser apreciado por todos os nossos sentidos, o que não significa que não devemos refletir sobre todas ilusões e armadilhas que ele nos oferece e, acima de tudo, não podemos ignorar os efeitos que todos nós, em algum grau, sentimos diante deste impressionante espetáculo.

As fantasias podem nos revelar, esconder ou projetar quem gostaríamos de ser. Isso é compartilhado por milhões de pessoas durante frenéticos quatro dias. Talvez esteja aí a grande força desta festa. Todos unidos pelo desejo de mostrar ao mundo, aquilo que mantém escondido e que poucos conhecem e, à medida que todos dividem o mesmo sonho, não há julgamento, não há culpa. Há folia! Bom carnaval a todos!

O amor e seus parceiros

O amor é plural. Independente do que cada um de nós pensa sobre o amor, uma coisa não se pode ignorar, ele sempre vem acompanhado de outros tantos sentimentos e sensações que, muitas vezes, fica difícil definir o seu verdadeiro significado. Talvez por isso, estejamos sempre relacionando esse sentimento a sujeitos diferentes. Amor de mãe, de irmão, de amigo… Assim, dependendo de quem se ama, conseguimos orbitar emoções diferentes e complementares, que conferem exclusividade para cada relação que criamos vida a fora.

As parcerias do amor variam de acordo com nosso momento, experiências, disponibilidade para possíveis desilusões e vontade de dividir espaços. Muitas são as variáveis dessa equação maluca que, normalmente, nos achamos capazes de resolver sempre que nos deparamos com ela, porém, à medida que o tempo passa, chegamos a centenas de resultados finais e que nunca batem com o nosso, ingênuo e idealizado, gabarito original.

Costumamos entender melhor essa questão quando pensamos nos grupos sociais ao nosso redor. A família, por exemplo, sempre será a maior referência de quando se trata de amor sólido e que, mesmo turbulento, é capaz de se perpetuar para sempre. Talvez isso seja possível por que, dentre todas as relações que teremos na vida, é a partir de nossos familiares que conhecemos o amor em forma bruta, plena e poderosa como uma força da natureza.

É na família onde temos mais tempo para lapidar o amor, permitindo que nossas emoções se aproximem dele, criando parcerias inesperadas que constroem, de forma muito particular e com vínculos muito fortes, as nossas relações familiares.

Muitos dizem que os amigos são a família que escolhemos. Concordo. Amizade também é uma construção, mas neste caso, o amor não é o primeiro elemento a chegar. Os parceiros como confiança e empatia, estabelecem um terreno seguro para a chegada do amor que, uma vez estabelecido, nunca abandona o seu posto.

A maioria de nós tem aquele amigo querido que, por circunstâncias alheias a nossa vontade, não conseguimos desfrutar de sua companhia frequentemente. Entretanto, independente desse lapso temporal, ao encontrar-los, sentimos uma torrente de felicidade que chega para anunciar que o amor continua lá, indiferente a passagem do tempo.

Então, isso significa que amaremos todos aqueles que encontrarmos pela frente? De forma alguma. O amor também se cerca de emoções que dificultam sua chegada, por vezes de forma permanente. Dificilmente amaremos alguém se os parceiros antipatia e rejeição forem os responsáveis pelos primeiros contatos. Isso ajuda a criar um controle de qualidade que filtra, naturalmente, os tipos de relacionamentos que teremos do início ao fim da vida. Ainda bem!

Se as relações são forjadas a partir da interação entre o amor e seus parceiros, por que será que temos tanta dificuldade em compreender isso, quando se trata de outras maneiras de amar? Pode facilitar o entendimento, se compararmos com a forma como construímos outros tipos de relações.

Quando conhecemos alguém, sentimos um misto de emoções que podem, ou não, conduzir a uma grande história de amor. Mas nesse caso em particular, diferente do caminho que usamos para construir outras relações, o amor e todas as outras emoções se misturam em altas doses, de forma aleatória e imprevisível. O resultado disso pode, muitas vezes, determinar os rumos dessa história. Leve, divertida, intensa, possessiva, indiferente ou carregada de cobranças. No momento em que as relações criam-se rapidamente e as emoções se fundem ao acaso, é dificílimo perceber quando amamos de fato, quando não temos tanta certeza disso, ou ainda, quando sabemos que o amor se foi, mas as demais emoções juntas, criaram laços quase indissolúveis.

De modo geral, acreditamos que só o amor nos traz a plenitude. Amar sem parceiros é apenas um conceito. Amar traz consigo o sorrir, dançar, chorar, sofrer, doar, comprometer e uma infinidade de sensações que, em conjunto, o tornam sublime. Por isso, se deixarmos seus parceiros de lado, o amor uma vez sentido, pode se transformar em amor ressentido e deixar, para sempre, de fazer sentido.