Aniversários são datas curiosas

       Aniversários são datas curiosas. É uma celebração que começa muito antes de entendermos o porquê desse ritual comemorativo. O que significa que já somos festejados, mesmo antes de saber o que isso quer dizer. Mas, o mais curioso em fazer aniversário, é a possibilidade que temos, ao longo dos trezentos e sessenta e cinco dias do ano, de poder ser o centro de um fluxo de energia tão particular e especial.

        E, mesmo que tenhamos 8, 25, 44 ou 89, há uma energia especial que nos visita e faz companhia durante as vinte e quatro horas do dia que foi reservado especialmente para nós. Que energia é essa? Não sei dizer, mas, de todas as emoções que nos arrebatam no dia em que estreamos nessa vida, nada é tão significativo quanto a gratidão. Fazer aniversário é relembrar, todos os anos, que há uma vida para ser vivida lá fora. É ter a certeza de que, sim, somos o motivo da alegria e da gratidão daqueles que nos trouxeram até aqui.

       Fazer aniversário é ter o privilégio de ser a razão de um sorriso, de um abraço apertado, de um beijo molhado, de uma ligação de longe ou de uma mensagem na rede social. Fazer aniversário é receber amor gratuito, alegria genuína e um carinho restaurador que nos dá forças para seguir mais um ciclo que se inicia. A data que acreditamos ser nossa, é, na verdade, o nosso momento mais coletivo e que nos proporciona a melhor, a maior e a mais especial troca de afeto que podemos receber. E, em tempos tão duros, nada é tão potente quanto doar e receber amor.

       Aniversários são datas realmente curiosas não pela festa em si, mas, porque nos dão, nem que seja uma vez ao ano, a chance única de agradecer por tudo aquilo que realmente importa e, principalmente, por nos lembrar o que a felicidade plena pode caber em carinhos simples e abraços verdadeiros. Ser grato por isso é, sem dúvidas, o nosso maior presente.

 

Muito obrigado por tudo,

Marco Rocha.