Infinitas conexões

Para onde quer que se olhe, lá estão elas. Nos conectamos o tempo inteiro com o universo que nos rodeia, mesmo quando não percebemos. Tudo o que o nosso olhar é capaz de alcançar, nos permite uma interação. É claro que ninguém se dá conta, conscientemente, do número de possibilidades que se apresentam para nós, do momento em que acordamos, ao instante em que fechamos os olhos. Estamos todos, de alguma forma, intimamente conectados em uma rede de infinitas conexões. E isso não é um exagero…

É claro que não somos capazes de interagir com absolutamente tudo o que nos cerca, mas estabelecer conexões vai muito além de uma interação consciente. Não, não estamos falando de relações. Estas, são fruto de conexões pensadas e ponderadas onde nós somos capazes de escolher, diante de incontáveis opções, quem gostaríamos de ter por perto. O que nos leva a repensar no papel do acaso em nossas existências.

Vislumbrar um céu nublado, mergulhar no mar, caminhar de mãos dadas, tomar um banho de sol ou de chuva, observar… Todas as nossas ações vão, pouco a pouco, construindo uma rede tão complexa de conexões, que sequer percebemos a sua formação e, quando menos se espera, já temos um paladar formado, um gosto musical e um jeito de se expressar muito particulares. A forma como nos conectamos com o mundo, diz muito sobre quem fomos, sobre quem somos e, mais ainda, sobre quem seremos um dia.

O que significa dizer que estamos num eterno liga-desliga com todo os estímulos que surgem diante de nós. A programação da TV, as músicas que ouvimos ou as conversas de bar, os pés na bunda de dêmos e levamos, o certo e o errado. Bebemos em todas essas fontes que ajudam, para muito além da nossa percepção, a criar o que chamamos de jeito, vontade ou… personalidade.

O que nos difere, no geral, é a forma como lidamos com esses estímulos. Alguns de nós estão sempre prontos para novas experiências, enquanto outros, preferem seguir as velhas novidades. E não há problema algum nisso, mas é importante ficar atento. Ignorar demais aos estímulos, nos colocam no trilho da insensibilidade. Não basta perceber as possibilidades, é preciso querer se conectar a elas.

Se a vida é feita a partir das conexões que estabelecemos com as pessoas e com o mundo, somos, em grande parte, responsáveis pela realidade em que vivemos, sim. Somos nós quem decidimos a maioria das nossas ações diárias. Criamos a nossa rotina. Mas é tão bom ir além disso. Permitir-se contemplar outras paisagens, trocar o caminho para o trabalho, observar mais e se deixar observar. Somos capazes de infinitas conexões, todos nós. Ligações que nos ensinam, nos movem e, sobretudo, nos dão a chance de sermos melhores a cada dia.

Um comentário em “Infinitas conexões”

  1. Coitadinho do nosso cérebro com tantos estímulos. Mas somos seres adaptáveis, e o que dizem, que as crianças de hj são mais inteligentes do que nós fomos, se for verdade, deve ter a ver com isso…

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