Somos capazes de mudar o futuro?

            Em muitos artigos escritos, percebemos análises que dão conta de muitas mazelas e dificuldades vividas por cada um de nós. E, em um ano tão atípico, surpreendente e definitivo, não faltaram tentativas para tentar explicar o horror tão inesperado. Vivemos tragédias em tempo real que chegaram subitamente e parecem não ter data de partida. Mas, será que todas elas foram inevitáveis? Será que poderíamos ter feito algo diferente? Até que ponto somos capazes de mudar o futuro?

            Quem dera tivéssemos uma máquina do tempo que nos transportasse para pontos específicos da nossa trajetória. Certamente a vida seria outra, afinal, teríamos em nossas mãos o poder para mudar tudo aquilo que não nos fez bem. Alterando o presente para que o futuro se enquadrasse em nossas expectativas. Seria um plano infalível, não fosse a ação do inesperado. O que isso significa? Que a cada mudança de curso, afetaríamos não só as nossas vidas, mas todas as outras no nosso entorno… e vice-versa.

            Essa percepção sobre o tempo, nos leva a pensar que somos, de muitas formas, senhores do nosso tempo e que as decisões que tomamos não são individuais e estéreis. Tudo o que fazemos se reflete. Tudo. Decidir qual caminho tomar, qual livro ler, o que comer, que profissão escolher, em quem votar… Escolhas implicam em perdas e, para além disso, escolhas provocam reflexos. É como se, a cada decisão nossa, um feixe de luz fosse produzido, iluminando outras pessoas, que seriam como espelhos gerando múltiplos reflexos de intensidades diferentes e em incontáveis direções.

            Vivemos em uma eterna contradança, onde cada passo dado, recebe um movimento que o complementa. Pensando dessa forma, torna-se mais fácil entender que o futuro não é tão imprevisível quanto pensamos. O nosso presente nada mais é do que um compilado de escolhas feitas ao longo da vida e temperadas com pitadas de acaso. E esse acaso nasce do choque entre as nossas decisões e as escolhas de todas as outras pessoas.

             Lidar com essa dança as cegas é desafiador. Não saber os passos do outro, cria um estado de alerta constante que nos obriga a viver pensando sempre em múltiplas possibilidades de escolha. Ora acertamos, ora erramos. E isso nos ajuda a criar padrões de comportamento que servem de leme para as decisões que tomaremos ao longo da vida. Então, para todas as vezes em que a pergunta “somos capazes de mudar o futuro?”, povoar os nossos pensamentos, a resposta é simples: Sempre!

            Decisões individuais têm impacto coletivo, mesmo quando achamos que só dizem respeito a nós. Portanto, escolhas são chaves para o futuro que estão ao alcance das nossas mãos. Use-as com respeito e sabedoria.

Voto consciente

É hoje. Sim, é hoje o dia de pensarmos em momentos mais felizes, mais tranquilos e mais justos. Hoje é dia de se transportar para o futuro e imaginar-se daqui a 1, 2, 3… 4 anos.
Como transformar uma realidade desigual e sem esperança em dias mais promissores?

VOTE!

Nesse dia 15 de novembro, encare a sua votação como se estivesse entrando em uma máquina do tempo capaz de levá-lo a um futuro onde representantes do povo desempenhem o papel para o qual foram eleitos. Sem que jamais esqueçam  que só estão naquele lugar porque foram escolhidos pelo povo e para ele governar.

Políticos são funcionários do povo. Jamais o contrário. Políticos se colocam, de forma voluntária, em uma disputa onde devem comprovar a sua competência como gestores ou legisladores.

Políticos não estão acima do bem e do mal e, muito menos, são representantes divinos na terra. Usar de sua devoção para angariar votos é a maior prova de que eles deveriam estar em templos, não em casas legislativas ou executivas.

As armadilhas são muitas, as tentações também. Porém, diferente do que vivemos em eleições anteriores, escolhermos  representantes que podem estabelecer o equilíbrio social que pode nos livrar da barbárie e do horror.
Por isso, pense, pesquise seus candidatos e se reconheça como beneficiário do trabalho de seus representantes.

Saber quem são e, sobretudo, quem foram e o que já fizeram, fará diferença na vida de cada um de nós. Por isso vote por você, por sua comunidade, pela vida dos mais velhos e pelo futuro dos mais jovens. Vote pelas mulheres e pela defesa da expressão de gênero. Certifique-se que seu voto é agregador, consciente e antirracista. Sei que parece muito a se pensar, e é. Mas, pensar um pouco mais agora, pode nos poupar de dores de cabeça que podem ser evitadas.

Diante disso, não tenha dúvidas. Vote com responsabilidade, vote consciente! E, lembre-se sempre que votar é uma escolha individual que terá impactos na vida de todos nós.

Voto consciente!